Em um sentimento
e um desejo que de realizou
senti toda a minha insignificância...
Antes eu me sentia
com um espiro que não aconteceu,
como um sensação que sempre ficou para depois,
como algo que nunca se consumou,
semelhante a uma quase morte,
uma quase satisfação.
Quando o que era para ficar no quase,
se realizou,
senti que não havia mais nada além
de estar sempre tão próximo
e não consumar.
Nunca consumar o fato,
nunca realizar um ato
alimenta a expectativa de realizar.
Um fato consumado
trás um vazio aterrorizante,
por não ter mais onde se agarrar com o fio de vida.
José Nunes Pereira
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