Escrevo porque não sou imprescindível,
escrevo por que sou insignificante,
e dessa insignificância me faço significante;
isso parece relativista e paradoxal,
no entanto, é assim mesmo,
me torno, me autoafirmo e me reconheço
a partir de minha insignificância que ganha importância...
O reconhecimento de minha insignificância
abre as portas de uma significância
que não está exatamente contida em mim.
Autoafirmar-se insignificante
e encontrar uma outra forma de significado em si mesmo;
deixa tudo que realizo importante e significante,
e tudo passa a ser bem feito...
e a rotina bem trabalhada,
afinal, não tenho perspectiva de realizar grandes feitos,
e tudo se torna importante e deve ser bem realizado.
José Nunes Pereira
Nenhum comentário:
Postar um comentário
CMC, CIDADE DE MARÍLIA